Rui Ramos, na Revista Atlântico
"Já experimentaram confessar, em público, que são liberais e estão à direita? Uns vão logo à procura das pedras ou da corda por sermos fascistas (é notável a percentagem de pessoas para quem não ser de esquerda é ser "fascista"); e outros, por não sermos... fascistas. Para estes, alguém que, à direita, defende o pluralismo, a democracia e a economia de mercado não é verdadeiramente de direita. Adnmitem, quanto muito, que um liberal possa fazer parte de uma "direita mole", que teria aceite esses principios com o único objectivo de ser tolerada pela esquerda. É uma acusação estranha, porque é precisamente pela nossa crença no pluralismo, na democracia e na economia de mercado que somos odiados pela esquerda.
(...)
Esta suposta direita pretensamente dura tem um grande aliado: a esqierda. A esquerda gosta de fazer de conta que a d"direita dura" é que é a direita. No fundo, é assim que a esquerda gostaria de vewr toda a não-esquerda: perplexa e irrelevante, sem nada para dizer, a não ser repetir velha sideias revolucuionárias pintadas de branco. De facto, a direita liberal nada tem em comum com esta gente, a não ser a palavra "direita". Os supostos "duros" são de "direita", porque querem imitar a esquerda - do outro lado. É esta a diferença."
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Segunda-feira, Setembro 11, 2006
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