Quinta-feira, Janeiro 26, 2006

Lei de Gresham: Outra Vez

Mais um excelente texto do Prof. José Manuel Moreira no DE.
Excerto:
«Será que estamos dispostos a pôr fim a políticas públicas que incentivam a incúria e o desleixo? Felizmente, pelo menos no que diz respeito aos serviços de saúde, as propostas dos defensores do igualitarismo – o serviço obrigatório para todos e a quem todos podem solicitar cuidados médicos gratuitos, tanto para doenças sérias como para bagatelas, e que levou ao fomento de direitos, quer estes fossem verdadeiras necessidades quer fossem meros caprichos – estão a perder terreno.»

Segunda-feira, Janeiro 23, 2006

As Décimas

No Público, «Manuel Alegre diz que principal objectivo "não foi atingido por décimas"».

Interessa realçar que essas décimas correspondem a quase 35000 votos. Ainda é muita gente... Nem Garcia Pereira teve tantos...

Só faltava dizer "O jogo foi muito disputado, o resultado favorece o adversário mas nós tivemos muitas oportunidades de golo desperdiçadas, além de estar o vento contra nós na 2ª parte e de o relvado estar em más condições.. No fundo, também ganhamos mas a taça é deles!"

Lá Fora..

Na CNN:

«A victory by Cavaco Silva would be the most serious political defeat for the Socialist government since it came to power in western Europe's poorest country last year.
Prime Minister Jose Socrates has seen his candidate, 81-year-old political veteran Mario Soares, fail to take off. Voters preferred Cavaco Silva's pledges to deal with a stagnant economy and unemployment at an 18-year high.»


«If Cavaco Silva wins, he would be the first elected president from outside the left since democracy was established after a 1974 revolution.»

Na BBC:

Conservative wins Portugal race
«Centre-right candidate Anibal Cavaco Silva defeats five leftist challengers to win the Portuguese presidency.»
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«Anibal Cavaco Silva, a center-right candidate, won Portugal's presidential election on Sunday in a blow to the ruling Socialist Party already under pressure because of a stagnant economy.
Cavaco Silva, a former prime minister vowing to tackle economic woes in western Europe's poorest country, had 50.59 percent of the vote with all but a handful of polling stations reporting, the election commission reported.»
«It was the first time since Portuguese democracy was established after a 1974 revolution overthrew a dictatorship that a rightist candidate has been elected president.
The president has limited powers, but they include vetoing laws, appointing prime ministers and dissolving parliament, where the Socialists have a majority.
Cavaco Silva, who served as prime minister from 1985 to 1995, has vowed to use his powers to improve Portugal's competitiveness.»

Domingo, Janeiro 22, 2006

Respeito e Responsabilidade

Temos um presidente de quem nos podemos orgulhar: responsável, sério e coerente.

O Fim do Mito!


No dia 22 de Janeiro de 2006 caíu o mito do presidente só de esquerda!
Esperemos que agora a direita aproveite para se renovar e para levar os portugueses a compreenderem que Direita é diferente de Salazar ou de Fascismo ou de Extrema-Direita.
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Agora, sim, há mais esperança no futuro.

Sexta-feira, Janeiro 20, 2006

Para Reflexão


«Jornalista: Ficou chocado com aquilo que disse o líder do PP?
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Mário Soares: Não, não foi o lider do PP que disse isso. E aquela coisa que me referi, do terrorismo, foi o líder do CDS que disse isso, dr. Ribeiro e Castro, que é uma coisa inaceitável e impossível. Ele diz aquilo... ele é, ainda por cima, deputado do Partido Socialista... um dos grandes grupos do Partido Socialista é o Partido Socialista... o Partido Socialista Europeu... Imagine lá como é que ele vai entender-se com os colegas do parlamento a dizer dessas coisas aqui no plano interno... E é feio, não é bonito e... é uma pena que seja um dos mais entusiásticos, senão o mais entusiástico, apoiante do dr. Cavaco nesta eleição.»
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O video pode ser visto aqui.

Finalmente Acabou...

... esta entediante campanha eleitoral!
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Foi tempo de mais para a pouca coisa que tinha de ser dita e isso provocou repetições sobre repetições por parte dos candidatos. A guerrilha dentro do PS provocada pela inoportuna candidatura de Mário Soares ajudou a que a mediatização das eleições fosse maior e mais repetitiva.
Os candidatos à presidência têm as suas ideias para o país e têm uma personalidade. Não é preciso muito tempo para as pessoas perceberem a escolha que têm a fazer.
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Desta campanha podemos concluir que Cavaco é coerente, como sempre foi, e não entra em mesquinhices (daí afirmar não ser um político profissional, ao contrário de Soares que é um veterano!), Alegre é o candidato da esquerda que mais seriedade mostra e foi uma boa surpresa (para quem defende tais ideologias), Soares acabou e autoflagelou-se, Jerónimo cumpriu a missão, Louçã aproveitou a oportunidade para se mostrar ao país e fazer o BE crescer no futuro e Garcia Pereira foi... um candidato legítimo.
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No Domingo espero que não hajam grandes surpresas e que Cavaco chegue a Belém, acabe com o mito da presidência só de esquerda e dê uma forte ajuda à mudança necessária para Portugal. Não antecipo tempos de "vacas gordas" e a caírem do céu mas espero que o país, pelo menos, se aguente e não caia definitivamente no precipício económico e, consequentemente, social.
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Resta-me dizer que fico desiludido pelos 6 candidatos serem todos "estadistas" mais, ou menos, convictos. Mas há esperança...
E como já foi dito neste blogue: "Força Cavaco, eles que tapem esse buraco!" :) ...

Quarta-feira, Janeiro 18, 2006

Debate Cavaco-Soares

A Confirmação das Expectativas e a Decisão de Voto

“As Vacas Magras” de Mário Soares

O debate entre Cavaco Silva e Mário Soares, só confirmou, como Cavaco também referiu, o que já era visível desde o princípio da pré-campanha: Soares não tem ideias.
Soares deu a entender que ser presidente é apenas ser um moderador político, ou seja, as ideias que levam o povo a eleger o presidente não influenciam o exercício da sua magistratura. Repare-se no paradoxo onde Soares chegou: ele diz, e toda a gente sabe, que o presidente é um moderador; depois diz que Cavaco tem muitas ideias mas não as concretiza e, portanto, está a defender que é importante ter ideias e concretizá-las; e depois acusa Cavaco de querer ser primeiro-ministro porque tem muitas ideias! E ao mesmo tempo, depois de passar um debate inteiro a pedir a Cavaco para explanar as suas ideias, vai adiando a explanação das suas próprias ideias. Ou seja, também as tem e defende que cada um deve ter as suas (como todos os outros que acreditam na democracia).
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Conclusão: Mário Soares não diz o quer para o país, diz que Cavaco tem muitas ideias mas não as pode concretizar no cargo de presidente, no entanto diz que é necessário ter ideias para o futuro; depois diz que Cavaco, caso fosse eleito, iria obrigar o Governo a seguir as suas ideias e pergunta o que faria Cavaco se o Governo não as seguisse! Eu penso que nem no 2º Ciclo do Ensino Básico vi tamanha desordenação de ideias! O objectivo de Mário Soares resume-se a impedir que Cavaco ganhe, em vez de apresentar propostas ao país. É isso que ele tem demonstrado ao longo do tempo e foi isso que deixou claro no debate. Este debate arruinou a candidatura de Soares.
Repare-se que Soares já não tem noção do que diz: afirmou que Cavaco foi criticado pela generalidade da população durante a sua segunda maioria e passados 20 segundos diz que nessa situação teve que apoiar as minorias que estavam revoltadas com a política do Governo. Depois foi rude e mal-educado para com Cavaco como nunca antes eu tinha visto num debate de um país civilizado: disse que Cavaco era um economista “razoável” e pior que um colega seu (uma vergonha lastimável, fazer este tipo de afirmações e comparações sobre uma pessoa doutorada e reconhecida por diversas universidades mundiais), disse que lhe telefonavam “amigos” europeus a dizer mal da personalidade de Cavaco, disse que Cavaco só percebe de economia, que não sabe o que é a cidadania global, disse que Cavaco nunca falou da globalização (quando eu já estive presente numa conferência de Cavaco sobre este tema), disse que Cavaco não sabia conversar com as pessoas, e outras tantas barbaridades e injúrias durante todo o debate.
Cavaco foi educado de mais perante aquele cenário, mostrou a forte personalidade que tem e esteve sempre à altura das questões que os “três entrevistadores” lhe puseram: os dois jornalistas e Soares.
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Mário Soares pensa que fala para incultos e pessoas que votam naquele que fala mais alto e manda uns “bitaites” demagógicos. Mário Soares acabou por se atacar a si próprio. Mostrou perante todos que a única ideia que tem para o país é derrotar Cavaco: as ideias de Mário Soares são “vacas muito magras” para alguém que quer concorrer à presidência da República. Qualquer um dos outros quatro candidatos apresenta mais ideias para o país do que Soares. Este é arrastado pelo partido e por aqueles que recordam o seu passado como lutador político. Mas as pessoas têm de se convencer que o 25 de Abril já foi e é tempo de Portugal subir de nível; deixar a mesquinhice. O discurso de Soares foi baixo de mais para Cavaco. E um presidente da República não se quer baixo, quer-se alto, com valores, com determinação, com personalidade e convicções fortes. Isso não significa “armar-se em bom” ou “pensar que sabe tudo”. Essas são críticas de conversa de café. É necessário ter orgulho na pessoa que nos representa. Soares já não tem carisma, já não tem ideias, já não segue um raciocínio coerente. Factos são factos. Soares veio em mau tempo e vai arrepender-se. Acusou Cavaco de se querer vingar da derrota do PSD nas legislativas de Fevereiro de 2005, mas a verdade é que quem apresentou uma candidatura vingativa foi Mário Soares: como já disse atrás, o seu objectivo não é Portugal, é Cavaco, e isso não tem valor algum.

As Ideias de Cavaco

Cavaco, sim, apresentou propostas para o país. Propostas gerais, como é função de um presidente. Um presidente é eleito pelas suas ideias e pela sua personalidade para que depois possa, então, moderar a vida política recorrendo ao poder que lhe foi concedido pelo voto directo dos eleitores e de acordo com as ideias que apresentou na sua candidatura.
A ideia da economia é central para Cavaco porque é, de facto, central para o nosso futuro. Não me venham dizer que a união e o sentido patriótico é que vão dar de comer às pessoas! Cavaco defende que só com uma economia forte se pode alcançar o desenvolvimento. E o desenvolvimento é tudo aquilo de que nós, portugueses, necessitamos: desenvolvimento cultural, de recursos humanos, tecnológico. As empresas são o catalisador, palavra usada frequentemente por Manuel Alegre, do desenvolvimento. São elas que vão criar riqueza. Só com riqueza se constrói um país. Só com riqueza se chega à igualdade; não é partindo da igualdade que se atinge a riqueza. O problema está em encararmos o futuro como ele é: de longo-prazo. O futuro não é 2007, é 2015 ou 2020. Se desde que Guterres governou não se cria riqueza neste país, é necessário mudar. Como Cavaco diz, e reparem que não subscrevi a candidatura deste nem de nenhum candidato, apenas constato que dentro destes cinco candidatos, só um está preparado para assumir o lugar, é necessário criar competitividade. Esta palavra é importantíssima! Atente-se no que ela significa: é a capacidade de criarmos competências nas empresas, nas pessoas, nas tecnologias, que permitam competir, vencer e criar a tal riqueza para que o futuro da nação seja viável.
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Não há aqui dúvidas: Portugal não precisa de retóricas de união e fraternalismo, precisa de empreendedores, de lutadores, de uma juventude interessada na política, de uma educação de qualidade e que promova a formação cívica, de garantir os direitos adquiridos pelas pessoas e, ao mesmo tempo, garantir que os direitos dados aos recém-chegados ao mercado de trabalho sejam coerentes com um futuro equilibrado das finanças do Estado. O Estado é, neste momento, um fardo que cada português tem que suportar cada ano que passa. É necessário mudar este Estado inteligentemente. E Cavaco tem visão, tem percepção do que se está a passar no mundo. Votar Soares é passar “um cheque em branco” e sem cobertura: não tem ideias para mudar o país. Votar Cavaco pode não significar que o futuro seja maravilhoso mas é, sem dúvida, garantir que o representante da nação neste tempo difícil é sério, prático, observador, carismático e tem competência.
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No debate vimos que Cavaco teve resposta para tudo, mesmo quando estava a ser pressionado por três pessoas, e conseguiu conter-se e ser cordial. É triste assistir-se, no ano de 2005, a um debate de tão baixa qualidade. Apesar de tudo, Cavaco Silva manteve a postura e conseguiu no meio daquele ataque com uma só frente, apresentar as suas ideias.
Se houvesse dúvidas em quem (dos 5 candidatos) votar, elas desvaneceram-se na noite do debate.
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Luís Soares
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publicado no Jornal "Terras do Ave"

Quarta-feira, Janeiro 11, 2006

Sobre a OTA e o TGV e a Proposta de Referendo

«Este país está em desespero. Não acreditam? Um pequeno empresário da construção civil questionou-me hoje, francamente preocupado, se Portugal teria futuro. E mais me disse. "Acha que eu tenho hipóteses de singrar no estrangeiro?", foram estas as palavras.Em tom de brincadeira e provocação, respondi-lhe que teria muitas obras pela frente, agora que o TGV e a Ota iriam ser construídos.Pois o homem quase me insultou. Disse que aquilo, este "aquilo" eram essas grandes obras de engenharia do regime, só servia para encher o bandulho aos "amigos".
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E disse-me que estava a pagar mais impostos (agora passa factura por qualquer serviço, como deve ser), mas que esses, pelos vistos, nem sequer lhe daria para receber uma reforma, pois está falida a "caixa"; nem sequer dava para pagar salários aos "mamões do funcionalismo público" e carros do Governador do Banco de Portugal. Quanto mais pagar as empreitadas milionárias deste governo.Pois o homem, na casa dos 50, dizia-me que só via uma solução: emigrar com a sua família. E preocupado está, pois não fala línguas.Isto dá uma ideia do desespero do país. Um pequeno empreiteiro em dificuldades para ter trabalho. E só vê uma solução: pôr-se a milhas deste país que o viu nascer.E a verdade é esta. Desde quadros médios e superiores até gente simples e humilde, muitos ex-operários, os portugueses só sonham com uma "mala de cartão". Ir lá para fora para não "passar vergonhas."O que é sintomático. Dizia-me o homem, meio a sério, meio a brincar, que para ele deviamos era ser todos espanhois. Tese dele. "Se fossemos espanhois, já o país estava a ferro e fogo, e muitas bombas já tinham estourado". Para confirmar a tese dele, dizia: "Viu o general que quer levantar armas contra a independência da Catalunha"? Por cá, todos nós sofremos e calamos. É a água, a luz, os impostos, a gasolina e trinta por uma linha. E agora dizem-nos que daqui a 10 anos não vai haver dinheiro para as reformas. Que país é este?Há na realidade, em Portugal, uma situação pré-revolta social. E nestas coisas, pequenos sinais contam muito.
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Espanta-me a azia de muitos portugueses, alguns deles até com um nível de vida razoável, com esta estória do Adiantado Mental de ir de férias para a neve. Para o sky. Que isto era uma afronta para o povo.Um pequeno comerciante dizia na mesma senda. "Eu nunca iria de férias para a neve, se fosse políitico, e pedisse sacríficos aos portugueses." Por uma questão de elementar decoro. Dizia o comerciante que um político tem que dar o exemplo, assim como um patrão deve dar aos empregados. "Não há dinheiro, não há vícios". Contrapuz com a ideia que ele foi de férias com o dinheiro dele. Resposta pronta do comerciante: "se fosse com o dinheiro dele, não fazia uma operação à custa dos militares, porque partiu a perna enquanto cidadão!" E com esta é que me calou. E com alguma razão.Já sei que os portugueses têm a mania da inveja e mesquinhez. Mas, muitos deles não terão razão para tal? Isto é, como se pode dizer no mesmo dia que os investimentos faraónicos são necessários e, simultaneamente, dizer ao país que daqui a 10 anos não há reformas? Se a nós nos assusta um bocado, que dizer da massa anónima que até nem compreende que essa estória da falência da SS em 2015 até nem é bem assim?Este país está lixado. Todos o sabem e sentem. Mas, curiosamente, quase todos acreditam que virá algum "D. Sebastião" que lhes salvará do precepício. Neste caso, o Cavaco.O JPP dizia que a eleição do Cavaco era díficil de entender para alguma esquerda. Eu não sei se é mesmo assim. Quer queiramos, quer não, o Cavaco está na memória colectiva como o PM que trouxe alguma prosperidade aos portugueses. Pensam no Cavaco, pensam logo nos tempos em que havia dinheiro para estourar, sem tantos endividamentos. Pensam logo, na altura que empregos não faltavam, quem quisesse "vergar a mola". Logo, Cavaco = prosperidade.
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Temo bem que isto vai ainda dar que falar. O Cavaco pode ir para lá, pode mudar o desgoverno (e é bem corrido!), mas se não houver uma real vontade de mudança, rumo ao mercado e ao liberalismo, o país continuará na cepa torta. E, mais tarde, ou mais cedo, fortes convulsões sociais haverão.Esta última ideia passa na cabeça de muitos simpatizantes do Alegre. Correr com o Adiantado Mental, deixar o país na mão da direita e quando esta voltar a falhar, a esquerda retornará como verdadeira salvadora de Portugal.Se é assim, se não, não o sabemos. Mas se a direita vê o poder, novamente, ao seu alcance, mais rápido do que se julgava, a direita fez alguma "reciclagem"? Esta é a legítima dúvida. Porque, mudanças de poder são boas válvulas de escape social e político.
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Mas, por si só não resolvem os verdadeiros problemas de fundo.Está a nossa direita capaz de tomar conta de Portugal e fazer vingar verdadeiras "reformas económicas neoliberais"? Tenho dúvidas. O que sei é que a esquerda claudicou e finalmente tomou consciência da realidade inevitável: Portugal precisa de uma "reforma neoliberal". Porque, quando Soares admite os despedimento dos funcionários públicos excedentários e o desgoverno usa a falência da actual SS como forma de alavanca política e respectiva legitimidade, quer dizer que a esquerda cai em si e "aterrou". Já não vive na lua totalmente, nem sonha com "utopias do amanhã que cantam".Falta a direita concentrar-se verdadeiramente em aprofundar as suas ideias pró-liberais. Adoptará o liberalismo antes de chegar ao poder? Quem sabe?Mas, Portugal está desesperado. E sonha com uma "mala de cartão". como nos tempos do botas.Pobre e triste país o nosso.»
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por "anti-comuna" em comentário ao post "Referendo - OTA e TGV" no Blasfémias
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O Referendo sobre a OTA e o TGV proposto naquele post do Blasfémias e enviado à assembleia da República é também apoiado pel'O Bom Senso.

Sábado, Janeiro 07, 2006

Mário Soares: Cada vez mais baixo

«Se não houver a inteligência de votar bem [nas eleições presidenciais] , caminhamos a prazo para um desastre do país», declarou o candidato apoiado pelo PS, perante cerca de mil pessoas na Alfândega do Porto.
No seu discurso, que encerrou um encontro com sindicalistas e cooperativistas, Mário Soares sustentou que, se Cavaco Silva «vencesse na primeira volta» , Portugal entraria «necessariamente na instabilidade social, política e institucional».

in Diário Digital

Duas questões:
- Mário Soares está a chamar burros a todos os que vão votar Cavaco? Isso é que é moderação?

- Mário Soares está admitir que o Presidente afinal já tem poder suficiente para provocar "instabilidade social, política e institucional"? Então ele não dizia que Cavaco não poderá fazer nada do que quer porque não será primeiro-ministro?

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São questões que ficarão no ar... Como a cabeça de Soares parece estar: no ar...