Quinta-feira, Março 02, 2006

OPA da Sonae à PT: O Papel do Estado

Muito simplesmente: o Estado deveria afastar-se de uma vez por todas da PT.
Não há qualquer razão válida para que o Estado tenha poderes especiais (Golden Shares) sobre o capital da Portugal Telecom. É um sector estratégico? Então mais uma razão para deixar o mercado funcionar e acabar com a ineficiência.
As OPAs são um mecanismo do mercado com o objectivo de substituir uma gestão ineficiente, ou seja, alguém só tem interesse em comprar um empresa se achar que consegue fazer melhor do que os que lá estão. E, caros leitores, não há dúvidas que é possível fazer bem melhor. Não é necessário ser muito letrado para perceber que a gestão da PT é ineficiente: pessoal que não trabalha mas recebe o ordenado completo, excesso de pessoal (que prejudica a economia, pois em vez de estarem lá sem fazer nada, poderiam estar espalhados por outras empresas a criar riqueza), e isto leva a altos custos para os consumidores. Até os sindicatos admitem que há excesso de pessoal. Ainda ontem ouvimos um representante dos trabalhadores da PT afirmar que se a Sonae comprasse a PT estavam em risco 4 mil postos de trabalho! Se estão em risco é porque não são necessários, certo?
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Com esta situação nas mãos, o Estado deveria deixar-se de complexos autoritaristas e permitir que a busca pela eficiência leve a melhor. A sua (possível) intervenção vai ser pior para todos: os consumidores perdem porque continuam a pagar muito por algo que vale pouco, a PT perde porque não vai atingir níveis de crescimento mais altos (melhores condições para os empregados), a Sonae e o país perdem porque não "ganham" a possibilidade de aumentar a sua riqueza (no caso do país, via impostos, salários e produção).
Os únicos que ganham com a não concretização da OPA são os coroporativistas da PT e os trabalhadores "imaginários" da mesma.